
Não há palavras dentro de mim capazes de expressar o que se passa aqui. Nunca foi fácil conviver com a distância, mas por nós dois eu aprendi. Pego todas as lembraças que eu tenho de nós dois juntos e fico me lembrando de cada detalhe quando sinto saudade e não posso tê-lo ao meu lado. Não sou a única a sentir isso, provavelmente não. E admito isso com grande pena no coração. Pena, porque se trata de uma dor física, de um desespero, de ter pressa e não ser capaz de chegar a lugar nenhum. De esperar algo que se quer pensa em chegar. Porque não quer. Porque é um monstro de gelo. Porque não sentiu a dor que provoca. Porque não sabe o que é. E mesmo que tente saber o que eu estou sentindo dentro de mim, jamais será capaz de conseguir entender como tudo se tornou amor, de uma forma tão frenética e urgente, sendo que o que me corrói é ainda mais voraz. Em um ultimo texto que eu fiz pensando nele, havia uma frase “Se comparada a um sorriso seu, a minha vida nada vale.”. Acho que foi a coisa mais sensata e recíproca que eu consegui ‘dizer’ em todos os meus dezesseis anos de vida. Minha vida na verdade, nada vale agora. Mas o que me alivia saber é que ele sempre soube sorrir, e que deixou de fazer isso por muitas vezes, depois que eu entrei em sua vida. Não sei se era isso o que eu esperava que acontecesse. Tudo o que eu mais queria era poder ser capaz de fazê-lo feliz, mas nem para isso eu prestei. E dói, dói, dói... D-Ó-I. Porque eu sei que se um dia acordar acreditando que seja melhor sair da vida dele, ele seguirá em frente, sem mim, e será capaz de ser feliz ao lado de outra pessoa, enquanto eu, permanecerei parada no mesmo lugar, fazendo saudade tornarem lembraças. Eu, e tudo o que se passa em mim, pertence a você... a você, que é “ele”. E eu espero que você esteja lendo isso. Pois saberá que é pra ti. Vou lutar por você. E não haverá um “Até (...)” nessa historia. Porque por você, nenhum limite é válido. Por você, não há cabos de aço capazes de me prender, não há morte nenhuma capaz de me fazer sussurrar um “Adeus” em seus lábios. Você ‘inveja’ isso. Eu sei que inveja. Isso se chama amor. Mas não é o amor que você esta acostumado a sentir, ou compartilhar. É algo que nem mesma eu sei explicar. Você é um céu nublado, um clima de chuva pra mim. Em cima do meu deserto, com todo aquele solo desesperadamente seco e ardente. Mas ainda hoje estive pensando, naquelas coisas que penso todos os dias, e penso em registrar a mesma linha de pensamento, mas sempre esqueço. Eu estive pensando em não haver palavras onde deveria haver o racionalismo. Preciso de você, minha vida. Preciso porque quero estar presente para ver o seu sorriso sincero, depois de toda essa tempestade letal. Preciso porque quero ouvir, pela primeira vez você dizer que me ama, quando esse sentimento realmente existir, porque mesmo que seja muito recente, e espero que um dia seja capaz de sentir isso por mim. Me sentiria bem apenas se você pudesse estar comigo. É isso. Acho que eu não tenho mais nada à escrever. E sinto que você jamais lerá essa ultima linha. A linha que eu digo: “Eu te amo, e isso é verdadeiro. De forma que eu jamais deixarei de sentir.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário