É incrível a forma que ele entrou na minha vida e fez com que eu precisasse dele assim. Não sei o exato motivo, mas às vezes sinto como se já o conhecesse, de algum lugar, mesmo que distante. Era como se ele tivesse feito parte da minha vida em algum outro momento. Mas não. Ele nunca foi assim. Ele nunca foi perfeito dessa maneira e nem nunca havia feito parte da minha vida antes. Todos os nossos momentos juntos foram únicos. É exatamente isso que eu sinto, que eu fui única em sua vida e que tudo o que ele me falava não havia sido dito a mais ninguém. Sempre me senti exclusiva, na verdade, essa dessa forma que ele me fazia sentir. E mesmo com toda aquela frieza, ele fez com que eu me apaixonasse e precisasse tanto assim. Não importanta o quão distânte ele estava, eu sempre senti ele aqui, do meu lado. Tudo em relação à ele eu usava como motivação. Motivação para viver e seguir em frente, o amando. Amando cada gesto, cada palavra e sentimento e até mesmo, amando meus sofrimentos. Sofrimento talvez por não tê-lo sempre ao meu lado. Não sei. Mas mesmo que nunca tenha tido certeza de seus sentimentos, eu tinha certeza dos meus e isso me bastava, porque afinal, meus sentimentos não dependiam dos deles para existir. Apenas dele. A existência dos meus sentimentos apenas dependiam da existência dele, e nada mais. Da existência daquele garoto, que foi o meu grande amor. Amor este que eu pretendo levar comigo para meu caixão.
Aproveite o dia, ou morra lastimando o tempo perdido.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Descrição de sentimentos.
É incrível a forma que ele entrou na minha vida e fez com que eu precisasse dele assim. Não sei o exato motivo, mas às vezes sinto como se já o conhecesse, de algum lugar, mesmo que distante. Era como se ele tivesse feito parte da minha vida em algum outro momento. Mas não. Ele nunca foi assim. Ele nunca foi perfeito dessa maneira e nem nunca havia feito parte da minha vida antes. Todos os nossos momentos juntos foram únicos. É exatamente isso que eu sinto, que eu fui única em sua vida e que tudo o que ele me falava não havia sido dito a mais ninguém. Sempre me senti exclusiva, na verdade, essa dessa forma que ele me fazia sentir. E mesmo com toda aquela frieza, ele fez com que eu me apaixonasse e precisasse tanto assim. Não importanta o quão distânte ele estava, eu sempre senti ele aqui, do meu lado. Tudo em relação à ele eu usava como motivação. Motivação para viver e seguir em frente, o amando. Amando cada gesto, cada palavra e sentimento e até mesmo, amando meus sofrimentos. Sofrimento talvez por não tê-lo sempre ao meu lado. Não sei. Mas mesmo que nunca tenha tido certeza de seus sentimentos, eu tinha certeza dos meus e isso me bastava, porque afinal, meus sentimentos não dependiam dos deles para existir. Apenas dele. A existência dos meus sentimentos apenas dependiam da existência dele, e nada mais. Da existência daquele garoto, que foi o meu grande amor. Amor este que eu pretendo levar comigo para meu caixão.
sábado, 21 de maio de 2011

Hoje eu acordei com uma imensa vontade de escrever. De repente, mil palavras vieram à minha cabeça mas nada de saia, e então, eu percebi que eu não posso ficar sem colocar as minhas verdades no papel. Quando estou sozinha no meu quarto com vontade de conversar, dizer o que eu estou sentindo, e não há ninguém para me ouvir, nada melhor do que passar para o papel tudo o que fica engasgado em minha garganta, mesmo eu sabendo que quem eu gostaria que lesse, não lerá. De qualquer modo, gostaria de pedir desculpas para mim mesma, por ter deixado de fazer aquilo que eu mais gosto de fazer e faço melhor: Escrever. E deixo algo aqui bem claro: Eu não escrevo para você mesmo querendo que você leia algumas de minhas palavras. Eu apenas escrevo porque me sinto bem assim, e tudo aquilo que eu gostaria de dizer é dito de outra forma.
sábado, 19 de março de 2011

Como você que em dias podia me fazer tão bem, conseguiu me fazer tão mal, e tão de repente?
Eu estava deitada, e havia um nó em minha garganta. Era incrível pois fôlego para respirar não havia, mas havia de sobra para chorar, e isso, era tudo o que eu fazia. Mesmo tentando desviar os pensamentos ou até mesmo limpando as lágrimas elas insistiam em escorrer. Você sendo meu melhor amigo me fez mal; para quem eu iria ligar e dizer o que estava acontecendo?
Era horrível. Eu estava completamente sozinha, sem ter para onde ir, para quem ligar e o que fazer. E aquelas malditas lágrimas não se cansavam, eram muitas. O que eu precisava era esquecer de ti, da sua existência.

O mundo em silêncio e, em algum lugar, tua carne ainda ocupa o centro de mim, teu nome se reveza entre meus olhos e minha boca, sem que eu saiba que forma ele finalmente terá. Tem garras, o teu nome. Tem também um sumo que arde quando escala a garganta e me põe essa dor paralisante nas mãos. O pior em cada coisa é não saber se ensurdeceste à minha voz, o pior em tudo é pressentir que estás desertando de mim e que tudo seca, tudo murcha e se despetala em ausência. Sou o retrato bruto da dor, aqui posta de braços abertos à espera dos teus olhos. Sou eu mesma a dor refundada, delicadamente urdida sobre uma frágil tecitura de memória, imóvel e dócil, como só a tristeza pode compor ao corpo. Espero ínfima, mansa e imolada inseta na teia pela tua fome, ou teu abandono.

Não temos controle do futuro. Não temos controle do que o outro deseja. Mas nós temos controle sobre nós mesmo, sobre o que queremos. Eu mando em mim, e decido por mim mesma para onde devo seguir, embora, qualquer ser humano tenha chances de fazer a escolha errada. E por mais que eu tente ser justa com os outros, é praticamente impossível fazer as coisas com que ninguém saia magoado. Fazer alguém sofrer nunca foi uma vontade minha. Isso eu realmente não decido. E o máximo que eu posso fazer, é ficar aqui, e lhe oferecer meu ombro caso sofra por minha culpa.

Há em meu corpo calcinado o mapa de uma terra distante em que nem mil chuvas poderão fazer voltar a correr os rios que morreram ainda dentro dos teus olhos. Tenho em mim areia e fogo pisoteados pelo tempo e em meus cabelos uma vaga que nasceu junto do mais antigo mar. Não me olhe só com os olhos como se tuas mãos não fossem dignas do meu corpo. Toma-me nos braços tal qual um imenso barco, navega-me oceano e vento, livra-me das pedras, naufraga-me e resgata-me, invade minha boca, enfeita-me de algas, açoita-me em tempestade e raios, estende-me em vela alva, afoga-me e traz-me à tona, lúcida, rútila, aquática.
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