Aproveite o dia, ou morra lastimando o tempo perdido.

Aproveite o dia, ou morra lastimando o tempo perdido.

sábado, 19 de março de 2011


O mundo em silêncio e, em algum lugar, tua carne ainda ocupa o centro de mim, teu nome se reveza entre meus olhos e minha boca, sem que eu saiba que forma ele finalmente terá. Tem garras, o teu nome. Tem também um sumo que arde quando escala a garganta e me põe essa dor paralisante nas mãos. O pior em cada coisa é não saber se ensurdeceste à minha voz, o pior em tudo é pressentir que estás desertando de mim e que tudo seca, tudo murcha e se despetala em ausência. Sou o retrato bruto da dor, aqui posta de braços abertos à espera dos teus olhos. Sou eu mesma a dor refundada, delicadamente urdida sobre uma frágil tecitura de memória, imóvel e dócil, como só a tristeza pode compor ao corpo. Espero ínfima, mansa e imolada inseta na teia pela tua fome, ou teu abandono.

Não temos controle do futuro. Não temos controle do que o outro deseja. Mas nós temos controle sobre nós mesmo, sobre o que queremos. Eu mando em mim, e decido por mim mesma para onde devo seguir, embora, qualquer ser humano tenha chances de fazer a escolha errada. E por mais que eu tente ser justa com os outros, é praticamente impossível fazer as coisas com que ninguém saia magoado. Fazer alguém sofrer nunca foi uma vontade minha. Isso eu realmente não decido. E o máximo que eu posso fazer, é ficar aqui, e lhe oferecer meu ombro caso sofra por minha culpa.

Há em meu corpo calcinado o mapa de uma terra distante em que nem mil chuvas poderão fazer voltar a correr os rios que morreram ainda dentro dos teus olhos. Tenho em mim areia e fogo pisoteados pelo tempo e em meus cabelos uma vaga que nasceu junto do mais antigo mar. Não me olhe só com os olhos como se tuas mãos não fossem dignas do meu corpo. Toma-me nos braços tal qual um imenso barco, navega-me oceano e vento, livra-me das pedras, naufraga-me e resgata-me, invade minha boca, enfeita-me de algas, açoita-me em tempestade e raios, estende-me em vela alva, afoga-me e traz-me à tona, lúcida, rútila, aquática.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Talvez...


Talvez eu não esteja tão feliz assim. Talvez eu não tenha mudado. Talvez eu continue a mesma de sempre. Mas talvez eu esteja completamente diferente, porém, quem tem certeza de algo que pode mudar de repente? Quem pode concordar com algo que não é real? Porque eu posso muito bem não ser real. E quem parou para pensar nisso? Ninguém.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Digo que não... Mas preciso de você.

Hoje eu acordei com a incerteza na cabeça. Hoje eu acordei me perguntando se eu queria ter acordado, ou se queria ter acordado ali. Não irei encontrar respostas para isso enquanto não conseguir sair desse meu mundo. Mundo esse solitário e que nunca tenho paz. Hoje acordei com a incerteza na cabeça, de novo. Hoje acordei me fazendo outra pergunta, se queria continuar sofrendo, ou se queria continuar sofrendo por você. Não irei encontrar resposta para isso enquanto não conseguir sair do seu mundo. Mundo esse do qual não consigo me desligar desde aquele momento. Momento esse que eu talvez jamais esqueça. Momento esse que me fez bem, que me trouxe paz e que eu não sofri. Um momento único. Um momento mágico. Que trás saudade, mas trás alívio. Mas ao mesmo tempo, momento que passou tão de pressa como se fosse um filme da minha vida em pouquíssimos segundos. Afinal, conto que passei a viver quando te conheci, e que deixei de viver quando você foi embora. Consegue entender como é minha vida com, e como é minha vida sem você?

O que acabou, não tem volta.

Fazíamos planos sem pensar que talvez as coisas não fossem para sempre. Faziamos brincadeiras com coisas importantes, pois para mim qualquer desculpa era suficiente para vê-lo sorrir. O que não sabíamos era que cada um seguiria teu rumo um dia, e que nossas vidas não seguiriam juntas. Diferenças que nunca fizeram diferença. Igualdade que não era tão importante quanto aquele sentimento. Aquele sentimento intenso e diferente que você dizia sentir, que acabou mais do que eu esperava, ou até mesmo, mais do que você esperava. E durante aquele tempo que ficamos distante me fez perceber que nada foi importante como eu achei que tivesse sido. E que eu sempre estive errada em relação a quem era você. Agora eu gostaria apenas de tentar entender o que você se tornou, e aonde está aquela pessoa pela qual eu me apaixonei. Quando você foi embora me deixou aqui, com a esperança de que seria temporário e que logo voltaria para os meus braços. Mas quantas vezes eu já pedi para que voltasse, e nada? Persistir nunca foi meu forte, pois sempre tive medo de fracassar e isso fazia com que eu jamais tentasse. Com você foi diferente. E mesmo sabendo que eu sofreria, não deixei de pensar, de sonhar nem de amar você, nem se quer, por um minuto. Mas quando algo acaba, não tem volta.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mais Uma Noite Com Você.

Você encostado na parede, segurando teu cigarro, tudo o que consegue é me fazer rir. E o meu coração batendo mais forte por sentir a tua presença, faz com que o meu corpo só queira o calor do teu. A ponta dos seus dedos deslizando sobre meu rosto é como mágica, e naquele momento, não passa nada na minha cabeça, além de você. As palavras que escorrem dos teus lábios soam como música aos meus ouvidos. Sabe o que eu quero? Posso mesmo lhe dizer o que eu quero? Quero você. Quero sentir o calor do teu corpo no meu, preciso de você aqui comigo e por favor, não me negue isso.